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* docente ofertou vaga no processo seletivo 2026

 

Profª. Drª. Margareth Milani


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Áreas de Pesquisa: performance e práticas interpretativas; corpo, corporeidade e gesto musical; educação somática, consciência corporal e construção da técnica; metacognição e autorregulação; estratégias e planejamento de práticas no instrumento; processos criativos no ensino do instrumento. 

Doutora em Música/Práticas Interpretativas (Piano) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Mestre em Música/Execução Musical (Piano) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); professora dos cursos de música (Graduação e Mestrado) da UNESPAR – Campus de Curitiba I – EMBAP. Tem interesse em temáticas que envolvam elementos gestuais e corporais na construção da performance, assim como em temáticas que abordam os  processos de significação de experiências multissensoriais nas práticas performativas através das relações interativas entre espacialidades e temporalidades. No momento, desenvolve um projeto de pesquisa denominado "Corpografias e espacialidades musicais na suíte para piano Estampes de Claude Debussy" em um estágio de pós-doutoramento na Universidade do Minho – UMinho, Braga, Portugal. É uma das coordenadoras do grupo de pesquisa "Estudos em performance musical: práticas e processos".

Projeto de pesquisa em andamento (2026-2028): 

Corpografias e espacialidades musicais na suíte para piano Estampes de Claude Debussy

As colaborações entre geografia e música, com temáticas sobre o espaço e sua esfera cultural e social, assim como os estudos da paisagem, trazem às composições musicais uma existência lugarizada, como ecos de realidades geopoéticas e polifônicas. Termos geográficos e musicais podem se justapor constituindo interações férteis, inteligentes e inventivas ― cartografias sencientes. O caminho investigativo proposto neste projeto desagua em um desejo de estudar profundamente a sinergia entre geografia e música, para entender e interpretar a grafia musical em sua forma espacial, transpondo fronteiras epistemológicas, desfazendo polarizações e estabelecendo um diálogo instigante envolvendo uma interface entre diferentes áreas do conhecimento. O contexto deste percurso se funda em uma obra do repertório pianístico, na qual pretendo explorar a sensação espaço-temporal (sob diversas facetas) e o sentido de lugar no entrecruzar de uma exploração multidimensional. Apoiada em um pensamento sensorial incorporado e estabelecido nas relações tecidas entre audição, tatilidade e visão, intenciono compreender como se estabelece a vivência do espaço temporal: a espacialidade. A obra elencada para esta jornada é a Suíte Estampes (1903) para piano solo, do compositor francês Claude Debussy, estruturada em três movimentos e que tem em cada título um espaço evocado retratado por efeitos aurais que conclamam os sentimentos e a imaginação do ouvinte. A corpografia ― cartografia do corpo ― permitirá a exploração de diálogos interepistêmicos transcendendo as fronteiras e estabelecendo relações corporificadas entre geografia e música, acolhendo a diversidade de saberes de cada campo, e interconectando-as em um terreno sensível da experiência que é o desenrolar de um processo interpretativo fundado na experiência corporal sensível e criadora de significados ― abrigando inventivas formas de abordar um texto musical e possibilitando ultrapassar as divisas das distintas formas de ver e de conhecer.

Projeto de pesquisa concluído (2023-2025):

Educação Somática: a presença da consciência corporal nos processos de práticas pianísticas. 

Esta pesquisa, pautada em uma revisão exploratória da literatura — com o intuito de proporcionar uma familiarização com o fenômeno e aprofundar conceitos em função da temática ainda ser pouco investigada e sistematizada na música — pretendeu desenvolver a partir do campo da Educação Somática, ferramentas de apoio para o desenvolvimento da consciência corporal nas práticas instrumentais, sejam estas deliberadas ou de ensino. Considerando a prática de performance como um ato sensorial e multidimensional, que abarca a concatenação de vários aspectos integradores alicerçados na relação corporal-espacial-temporal com o instrumento, projetou-se ao final do percurso investigativo a estruturação de exercícios que possam promovam a reflexão e a percepção corporificada da atividade musical, trazendo um olhar investigativo pautado em uma consciência corporal holística. Tendo o movimento como pilar da investigação, a pesquisa propôs desenvolver um bojo de exercícios ou movimentos sensoriais que valorizem a experiência corporificada do indivíduo, tanto em relação ao mover-se nas atividades habituais, quanto em relação ao mover-se na relação corporal estabelecida com o instrumento. A partir de três pilares buscou-se trazer a centralidade do corpo como fundamento da experiência sensível e alicerce essencial na construção do conhecimento musical: 1) presença e percepção consciente do corpo em movimento no espaço-tempo e no mundo circundante; 2) organização corporal e timing do movimento na espacialidade do instrumento; 3) perspectivas de abordagens somáticas na construção do repertório. O arcabouço teórico se fundamentou nos princípios que estruturam os métodos presentes no campo da Educação Somática, desde as proposições pioneiras e precursoras até as mais recentes; e em pesquisas desenvolvidas na intersecção entre as práticas somáticas e áreas como a Dança e a Educação Física que trazem trabalhos que estimulam sabedorias sensíveis, múltiplas e integradas acerca da consciência corporal, considerada também como um modo de consciência de si. A partir do entendimento e da comparação do referencial foram elencados princípios comuns e que preconizam uma abordagem somática na vivência de experiências musicais práticas, com a intenção de compreender e perceber sensorialmente a relevância da presença do corpo na atividade instrumental e promover referências de práticas somáticas passíveis de serem aplicadas nas atividades vivenciadas no instrumento, prevenindo lesões e trazendo bem-estar ao músico..